

Imagens retiradas da Revista Nova Escola
LEI FEDERAL N° 10.639/2003 - DETERMINA A OBRIGATORIEDADE DO ENSINO DA HISTÓRIA E DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NOS CURRÍCULOS ESCOLAREShttp://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/anti_racista.pdf
Embora tenha sido pouco publicado na grande mídia, a lei no 10.639, de 9 de Janeiro de 2003, foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tornando obrigatório o ensino sobre História e Cultura Africanas e Afro-brasileiras nos estabelecimentos de Educação Básica, oficiais e particulares.
A lei é uma medida de luta contra o racismo intrínseco à sociedade brasileira e visa romper com o estigma de superioridade racial do branco sobre o negro, reproduzido por gerações. Assim, o preconceito positivo foi instituído como matéria obrigatória nas salas de aula, para criar um ambiente de debate nas escolas publicas e privadas, induzindo o olhar crítico da abolição da escravatura e da relevância do fenômeno da escravidão e como isto afeta a sociedade brasileira na contemporaneidade. Assim, “as distorções conseqüentes desse ponto de vista só podem ser corrigidas com políticas diferencialistas que viabilizem de alguma forma a alteração da qualidade das relações raciais” (MEC).
Uma das grandes dificuldades para a implementação desta lei é a falta de professores especializados para lecionar esta matéria, que não necessariamente precisam ser historiadores, mas geógrafos, filósofos, antropólogos, sociólogos, entre outras formações na área das humanidades.
Uma proposta de padronização do ensino da historia da áfrica segue a metodologia proposta pelas diretrizes da lei, na quais como exemplo, deverão ser aplicadas às aulas:
PERÍODO RESSURGENTE (1500 – 1870)
Aparição, apogeu e declínio dos Estados agro-burocráticos ressurgentes nos diferentes espaços civilizatórios (Kongo, Oyo, Walo, Tekrur, Macina, Segu, Kayor, Diolof, KwaZulu, Buganda, Bunyoro...).
A dominação imperial européia e o tráfico escravista transoceânico pelo atlântico (séculos XV-XIX).
PERÍODO COLONIAL (1870 – 1960)
A destruição pela Europa dos Estados agro-burocráticos ressurgentes e a colonização do continente africano.
O processo de subdesenvolvimento do continente africano pela Europa e o surgimento da supremacia planetária do mundo ocidental.
As lutas dos povos africanos pela descolonização do continente e o surgimento da ideologia pan-africanista na África e nas diásporas africanas.
PERÍODO CONTEMPORÂNEO (A PARTIR DE 1960)
Do sonho libertacionista ao pesadelo neo-colonialista.
As independências políticas africanas: a decapitação política da África e a implantação do neo-colonialismo ocidental.
A África em crise I: as elites vassalas.
A África em crise II: os conflitos entre nações.
O futuro da África: globalização neoliberal ou invenção de uma via alternativa africana?
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA:
No dia 20 de novembro, aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra.
Essa é uma data oportuna para se promover um maior conhecimento sobre as comunidades quilombolas que ainda existem no Brasil, levando o tema até a sala de aula.
Convidamos os educadores e educadoras a visitar o sítio-eletrônico Comunidades Quilombolas www.cpisp.org.br/comunidades que apresenta em linguagem didática quem são e como vivem as comunidades dos descendentes dos quilombos.
Outros sítios eletrônicos do Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana:
Ministério da Educação: http://www.ensinoafrobrasil.org.br/portal/
Ministério da Cultura - Fundação Cultural Palmares: http://www.palmares.gov.br/
Centro de estudos afro-orientais da Universidade Federal da Bahia: http://www.ceao.ufba.br/2007/livrosvideos.php
Fonte:http://www.sobenh.org.br/page10.aspx
PROJETO BRINCANDO COM FOLCLORE
Apresentação
EMEI Profª. Eunice Lima Silveira
Turmas: Creche e Pré-Escola
Período: Manhã e Tarde
Ano: 2004
Duração: 15 dias
Justificativa: Na idade pré-escolar, as crianças estão passando por uma transição em relação ao seu comportamento, pois estão começando a mesclar um comportamento anteriormente apenas formado por reflexos (proveniente de quando eram bebês), com uma nova fase: a linguagem. Nesta transição a criança sente necessidade de fingir ser alguém, de fantasiar situações. Daí surge toda a simbologia refletida nas brincadeiras de faz-de-conta. Elas vivem num mundo imaginário onde são capazes de pensar e agir imitando situações variadas. Com isto, vemos a importância de se trabalhar o Folclore. Pensamos aqui, no Folclore como um grande quebra-cabeça, um grande brinquedo, em que cada peça é fundamental: as danças, as lendas, as brincadeiras, as parlendas, as adivinhações, as cantigas, as receitas, os brinquedos, etc. Essas são as peças que formam esse jogo chamado cultura brasileira. Quanto mais se brinca com esse jogo mais se conhece a cultura do nosso país, logo ele não poderia ficar fora do espaço pré-escolar.
Objetivo: Promover o desenvolvimento integral das crianças, dentro de um ambiente com propostas lúdicas e de cunho educativo, pois a cultura de um povo é um bem precioso que deve ser cultivado. E nosso objetivo é tirar a poeira da palavra Folclore e brincar com as possibilidades que ela oferece.
4. Conteúdos
Conceituais: Construir conceitos com as crianças sobre o que é folclore através de experiências vivenciadas por elas.
Procedimentais: Permitir que as crianças se apropriem de conhecimentos da cultura humana como novas formas de brincar, cantar, dançar, falar, etc.
Atitudinais: Incentivar a valorização e o respeito pelas diferentes formas de viver de diferentes grupos e pessoas.
5. Áreas
Formação Pessoal e Social: socialização, respeito, valorização do outro, autonomia, iniciativa.
Linguagem Oral e Escrita: fala, diálogo, argumentação, parlenda, travalíngua, adivinhações, cantigas, escrita, receita, leitura, lendas, textos informativos.
Natureza e Sociedade: história dos brinquedos e brincadeiras, diferentes formas de cantar, brincar e contar histórias.
Movimento: dança, brincadeiras.
Música: cantigas.
Arte: dramatização de lendas.
Matemática: construção de brinquedos (formas, cores, medidas, receitas).
Recursos: livros e revistas (fontes de informação), sucata, papéis coloridos, cola, tesoura, Cds com histórias e cantigas, brinquedos, fantasias, máquina fotográfica, filme fotográfico.
: A observação das formas de expressão das crianças, de seu envolvimento nas atividades e satisfação nas próprias produções será um instrumento de acompanhamento do trabalho que ajudará na avaliação e no replanejamento da ação educativa.
Atividade Culminante: Exposição para os pais, do Projeto Brincando com o Folclore, através de fotos, materiais de pesquisa, materiais coletados e confeccionados pelas crianças e apresentações.
Você sabia que... ... a palavra folclore vem do inglês: folk quer dizer povo e lore, saber. Logo, significa “ciência ou sabedoria do povo”. Tudo aquilo aquilo que o povo sabe, inventa, aprende, ensina. Portanto, está muito mais perto de nossas vidas do que podemos imaginar. O termo foi criado em 1846 pelo arqueólogo inglês Williams Jonh Thoms. ... a primeira pessoa a estudar o folclore brasileiro foi o poeta Amadeu Amaral, que morreu em 1929. ... além das histórias e seus personagens, o folclore está representado em músicas e danças. |
9. Bibliografia: Edith Lacerda, Brinquedoteca Carretel de Folia. Ricardo Azevedo, Histórias Folclóricas de Medo e Quebranto. Ciça Fittipaldi, O Homem que Casou com a Sereia. Revista Guia Prático para Professoras de Educação Infantil / Agosto. Revista Ciência Hoje das Crianças nºs 94 e 106.
Sequência de atividades na Pré-Escola
2ª feira | 3ª feira | 4ª feira | 5ª feira | 6ª feira |
Trabalho individualiza por turma: Jardim I – Cantigas e Brinquedos Cantados Jardim II – Conhecendo as Lendas Jardim III – A História dos Brinquedos | Trabalho individualiza por turma: Jardim I – Cantigas e Brinquedos Cantados Jardim II – Dramatizando as Lendas Jardim III – Construindo Brinquedos | Trabalho coletivo entre as turmas: Jardim III promove o Dia do Brinquedo em que todas as crianças são convidadas a trazer e compartilhar seus brinquedos, no gramado, com os colegas. | Trabalho coletivo entre as turmas: Jardim II promove a Roda das Lendas em todas as crianças são convidadas a ouvir e assistir a dramatização de histórias folclóricas. | Trabalho coletivo entre as turmas: Jardim I promove a Roda das Cantigas em que todas as crianças são convidadas a aprender e brincar com as cantigas. |
Sequência de atividades na Pré-Escola (2ª semana)
2ª feira | 3ª feira | 4ª feira | 5ª feira | 6ª feira |
Trabalho individualiza por turma: Jardim I – Cantigas e Brinquedos Cantados Jardim II – Conhecendo mais Lendas Jardim III – A História de outros Brinquedos | Trabalho individualiza por turma: Jardim I – Cantigas e Brinquedos Cantados Jardim II – Dramatizando mais Lendas Jardim III – Construindo mais Brinquedos | Trabalho individualiza por turma: Jardim I – Cantigas e Brinquedos Cantados Jardim II – Dramatizando mais Lendas Jardim III – Construindo mais Brinquedos | Trabalho individualiza por turma: Jardim I – Cantigas e Brinquedos Cantados Jardim II – Dramatizando mais Lendas Jardim III – Construindo mais Brinquedos | EXPOSIÇÃO PARA OS PAIS E COMUNIDADE |

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